Ando enrolada. Enrolou-se a cabeça. Enrolou-se a garganta. Agarram-se as mão e os pés... e agora, foi-se o coração. Sim... o coração foi-se. Podia ter fugido pela porta das traseiras, podia ter saído sem que ninguém desse por ele... Mas ficou só apertado, pressionado com as grades que o prendem e o isolam. Dói. A agonia dói. Agora presa ao que quero, ao que não quero mostrar, ao que seria melhor, ao que desejo mais de fundo... perco a liberdade de fazer o que quero.