Desarmas-me. Desarmas-me o coração. Derretes o gelo à minha volta. Costas os espinhos e calcas com os pés descalços as sebes que à minha volta habitam. Chegaste devagarinho e impuseste-te na minha vida, no banal e no quotidiano do meu dia. Entraste nas tardes de pôr do sol, descansaste nos jantares no jardim, pernoitaste nas noites mais sombrias da minha existência. Tu foste o raio de luz que iluminou a minha vida, que permitiu a tudo brilhar... Foste tu que me devolveste o sorriso... Foste tu que me encheste de esperança e vontade... Achei que eras tu! Pensei mesmo que serias tu! E não foste... e não és.