Sigo para casa. Atrás de mim segue também um casal, pelo qual estou apaixonada. Há uma ternura que me aquece o coração. Têm ambos mais idade do que, certamente, posso imaginar. Têm mais estórias e cumplicidade do que posso sonhar. Têm uma vida em comum. Falam-se sussurrando, cuidando das necessidades um dos outros porque se sabem frágeis e desprotegidos. Dou por mim a espreitar pelo espelho improvisado que é a janela... separa-nos o banco em que me aninho para mergulhar neste mar de amor. Embala esta nossa paixão o som do Einaudi, que me faz seguir em frente rumo a isto! É isto que eu quero um amor que acolhe, cresce e acompanha; que amadurece e cuida a cada passo, porque aquele é parte de mim! Estou apaixonada por uns velhinhos queridos que me embalam com a sua conversa sobre os filhos, os netos, as casas e as vidas que nascem das suas... um singular que se faz plural!