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Partir

Dia após dia me custam mais as despedidas.
Partir custa!
Custa muito!

Custa fazer a mala para regressar a casa. sim, custa! Custa porque a falta de tempo já dói, e desde o momento em que se chega começa-se a partir, outra vez! Fogem por entre os dedos os minutos e as horas para estar com todos aqueles de quem gostamos... foge o tempo para cuidar e descansar em quem amamos... para viver nos sítios que marcam quem sou, de onde venho e para onde vou...
A casa sabe de maneira diferente... estás num contexto espacio-temporal que não é bem teu, que não é o teu, ou que não era o meu...

E depois, a despedida... dói! Dói bastante! Fere deixar lá longe a vida... e regressar para a vida diferente, para a vida.

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don't forget who you are

Desarmas-me.  Desarmas-me o coração. Derretes o gelo à minha volta. Costas os espinhos e calcas com os pés descalços as sebes que à minha volta habitam.  Chegaste devagarinho e impuseste-te na minha vida, no banal e no quotidiano do meu dia. Entraste nas tardes de pôr do sol, descansaste nos jantares no jardim, pernoitaste nas noites mais sombrias da minha existência. Tu foste o raio de luz que iluminou a minha vida, que permitiu a tudo brilhar...  Foste tu que me devolveste o sorriso... Foste tu que me encheste de esperança e vontade...   Achei que eras tu!  Pensei mesmo que serias tu!  E não foste... e não és. 

That's it!