Desde o início sabíamos que as diferenças eram muitas; sabíamos
que não era suposto; sabíamos que não devíamos… sabíamos que ia dar asneira.
Envolver-me não era suposto.
Não era suposto gostar de alguém que é meu amigo. Não era
suposto tornar-me dependente do seu cuidar. Não era suposto ficar presa das
suas palavras. Não era suposto gostar do seu sorriso matreiro. Não era suposto
adivinhar os teus pensamentos. Não era suposto perder a compostura quando
sorris para mim… não era suposto.
Mas não quis o que era suposto. Deixei-me ir, deixei a corda
esticar até não mais a apanhar! Sim, agora não a consigo. Não a posso apanhar.
Mudei de cidade e mil perguntas atormentaram os dias e as
noites que se seguiram, porquê?! Mas porquê?! Como vai ser agora?! Vai ser
igual! Sei que vai ser igual!
Não vai ser igual! Não é igual.
Não vai ser igual! Não é igual.
Afastamo-nos. Desencontramo-nos. Conheci-te com a distância,
que a proximidade tolda o discernimento. Vi-te com os olhos menos brilhantes e apaixonados.
Não era suposto perder-te … e perdi!
Comentários
Enviar um comentário